sábado, 19 de março de 2011


Jesus, o modelo de pastor

Adalberto Alves de Souza: Evangelista, Teólogo Graduado Pela Universidade Metodista do Estado de São Paulo – SP.  Filosofo Licenciado Pelo Centro Universitário Claretiano Porto Velho – RO.

TEXTO BIBLICO:
(MT. 9: 35 36 e 37). “E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não tem pastor”.

Quais atitudes e qual postura o pastor deve assumir diante de suas ovelhas? Como ser pastor na atualidade? O pastor deve reagir a essas tendências do sistema atual adequando-se ao dia-a-dia, às mudanças sem com isso perder a fé no Deus-Pastor. Diante da crise causada pelas mudanças do mundo moderno, as pessoas se tornaram mais secularizadas e individualistas, o que tem causado o distanciamento de Deus. O pastor deve ter Jesus como modelo de ação pastoral, na cura das pessoas, nas visitas, dando conforto e esperança, mostrando o caminho da fé, cultivando uma vida de oração para o fortalecimento do enfrentamento aos embates do cotidiano. Ele deve ensinar a igreja o caminho da Misericórdia e do Amor. O chamado pastoral diante do mundo moderno onde a vocação pastoral está perdendo seu espaço para um novo fenômeno em moda o "Líder" e o "Terapeuta", que vem sufocando a ação e a vocação pastoral em pleno século XXI. Um outro assunto que abordarei na próxima oportunidade.


Betesda tinha tudo para ser perfeita, a casa da cura, a começar pelo nome. Naquela época o símbolo da religião judaica estava ali: a porta das ovelhas, os cinco pórticos, a piscina com água havia até anjos do Senhor, mas faltava algo. Nos dias atuais, também se vive essa realidade. Os símbolos, marcos e sinais da religião cristã protestante se fazem presente na prática de vida. Mega templos, obras faraônicas, lugar sacralizado, datas especiais, liturgias apropriadas, templos com ar condicionado, anúncio de milagres e até o anjo do Senhor! As pessoas vão, mas a cura não acontece. Como em Betesda, falta algo. Falta a centralização na pessoa de Jesus Cristo como motivação de nossos gestos e atitudes na prática do viver diário; em suma, falta a misericórdia.

Jesus coloca os pobres, cegos, aleijados, presos, oprimidos, os de coração ferido como prioridade de seu ministério (Lc 4.18,19; 7.22) os pecadores vêem nele um "Amigo" (Lc 7.34) com quem tem uma convivência intensa (Lc 5.27-30; 15.1-31; 19.7). Jesus o bom pastor, se identifica com a dor e tem misericórdia para com as multidões (Mt 9.36; 14; 15.32), ele também se identifica com a viúva que perdera o único filho: "Vendo-a o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: não chores!" Jesus mostra bondade. Através de suas atitudes Jesus revela o rosto da misericórdia divina, urna igreja que não pratica a misericórdia divina, que Jesus praticou, será uma igreja incapaz de promover cura, alívio, restauração, mesmo que tenha grandes estruturas, perfeita organização, liturgia, projetos, profetas, anjos, etc. Sem misericórdia e amor, não há saúde na igreja.
A cura de almas é uma decisão de trabalhar no âmago das coisas, onde somos mais nós mesmos e onde nossos relacionamentos em fé e intimidade são desenvolvidos. A linguagem principal no ministério da cura é uma linguagem bem pessoal de amor e oração. A tarefa pastoral é vocacional, onde o pastor está lidando com pessoas que precisam de ajuda é uma conversa espontânea que se ouve com o coração: gritos, exclamações, convicções e apreciações, palavras faladas pelo coração e confissões.

As curas de fato não estão ocorrendo hoje dentro das igrejas, porque a maioria de nossos pastores esqueceu as palavras de Jesus: "Em verdades, vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores farão, porque eu vou para junto do Pai: tudo quanto pedires em meu nome, isso farei a fim de que o Pai seja glorificado no filho". Esta promessa não foi suspensa em nenhum momento. No início da igreja do Novo Testamento, este poder foi entregue não apenas aos apóstolos, que em breve iriam passar, mas também aos presbíteros. As pessoas podiam ser curadas em qualquer igreja em que os presbíteros orassem com fé e dessem a unção com óleo em nome de Jesus, nunca foi mudado. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre.

O centurião disse "somente uma palavra e meu servo será curado". O povo também pode pedir para o grande Pastor que o cure. O poder da fé cura o servo do centurião, ouvindo estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: "afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta". O centurião era um homem de grande poder, apesar disso, quando seu servo adoeceu, ele procurou ajuda do grande médico: "diz somente uma palavra e o meu servo será curado". A Palavra de Deus promete cura e milagres divinos. Quando Deus tirou o seu povo do Egito através de Moisés, o salmista disse que a campanha de saúde de Deus para o povo de Israel foi tão bem sucedida que "fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as tribos não havia um só invalido”.Que Deus na sua infinita misericórdia continue nos abençoando. Amém!

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