A RELIGIÃO NO ESPAÇO PÚBLICO: QUEM CRÊ EM CRISTO, DIZ SIM Á VIDA? AS IGREJAS E O DESARMAMENTO. AS IGREJAS
NA CAMPANHA DO REFERENDO: O “Sim” Organizado, O “Não” Privatizado.
Foi de suma importância à participação das igrejas Brasileira na
campanha do Desarmamento e no Referendo, esse ato deve ser visto com
perspectiva de grande esperança para a construção da paz no Brasil. Temos
percebido que as igrejas, de certa forma tem se envolvido em projetos sociais e
em manifestações públicas, não só no Rio de Janeiro, mas também em outras
partes do Território Nacional. Portanto, vejo que as igrejas se comportaram de
maneira exemplar atuando no espaço público, exercendo seu papel de cidadania na
vida da sociedade. A igreja tem um excelentíssimo papel no campo social, como
também na condução das pessoas a uma esperança de vida eterna.
No entanto, a campanha promovida pelo Governo Brasileiro, deveria
primeiramente antes de tudo, fechar as fronteiras com os nossos vizinhos de língua
espanhola. Na tentativa de proteger a soberania nacional e impor respeito ao
mundo do crime organizado. O governo deveria criar batalhões de fronteira, para
policiar as nossas fronteiras de risco, desarmando os bandidos e efetuando prisões
destes grupos que tem desafiado a lei. Todavia, o crime organizado tem sido de
certa forma, bem mais organizados do que as Forças Policiais. O estado deve
equipar suas policias, com treinamento mais eficaz, para que possam sufocar o
crime organizado, dando um pouco de paz a nossa sociedade tão sofrida. Sabe-se
que os traficantes de drogas e os contrabandistas de armas de fogo têm
desafiado as policias Brasileira, tornando-se um poder paralelo e, às vezes bem
maior que as próprias Forças Policiais.
O Governo Brasileiro juntamente com os meios de comunicações lutou de
todas as formas, no convencimento da sociedade brasileira para que o comércio e
o porte de arma de fogo no Brasil realmente fossem abolidos. Para que possamos
responder a essas indagações é necessário perguntar: se alguém viu algum
bandido comprando arma de fogo em lojas autorizadas e depois registrando na
Policia Federal, mostrando sua identidade, comprovante de endereço, emprego
fixo, e o motivo pelo qual está adquirindo a tal arma? Portanto, toda a
campanha do desarmamento, pregada pelo o governo e os meios de comunicações de
massas em grandes publicidades, foi de suma importância, o sim foi à voz dos,
que pregavam a paz e amor. Enquanto os criminosos por trás dos bastidores
estavam roubando, matando, sequestrando, estuprando e fazendo maldades e o
cidadão ficava cada vez mais preso na sua prisão particular cercada de grades,
ou seja, sua própria casa. E hoje alguma coisa mudou?
1. Você se sente mais seguro sabendo
que o cidadão de bem não está mais armado, que se tornou uma presa fácil, ou
seja, uma porta aberta para os criminosos?
2. Você acredita que a segurança
pública dos Estados está equipada para lhe dar total
segurança que determina a Constituição Federal, a toda sociedade?
3. Você tem condições de contratar e pagar
uma empresa de segurança privada para garantir a sua segurança, e de seus
familiares vinte e quatro horas por dia?
4. Você tem condição financeira de
blindar seu carro? Se você não tem, sinto muito, pois as autoridades
constituídas e os poderosos têm seus carros blindados e seguranças
particulares.
5. Hoje, o estatuto do desarmamento
estar em vigor, você se sente mais seguro, em sua casa, junto de sua família,
ou andando pelas ruas e bairros da sua cidade?
6.Você viu algum bandido arrependido
entregando uma UZI, uma .40, metralhadora, fuzil M16, bazuca, granada para a
campanha do desarmamento? Na verdade você só viu cidadão de bem fazendo isso.
7. Você pensa que: a proibição de
vendas de armas de fogo no Brasil, que os
bandidos não vão mais conseguir trazer armas do Paraguai, Bolívia, ou de algum outro País da América do Sul? Você acredita que vai diminuir o contrabando de armas de fogo nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, somos mais que sabedores que as nossas fronteiras são vulneráveis, não existem policiamento de fronteira, ficando aberto e livre para os traficantes de drogas e de armas de fogos contrabandearem de lá para cá?
bandidos não vão mais conseguir trazer armas do Paraguai, Bolívia, ou de algum outro País da América do Sul? Você acredita que vai diminuir o contrabando de armas de fogo nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, somos mais que sabedores que as nossas fronteiras são vulneráveis, não existem policiamento de fronteira, ficando aberto e livre para os traficantes de drogas e de armas de fogos contrabandearem de lá para cá?
Gostaria de afirmar diante dos fatos
abordados, o pobre não mora em condomínio fechado, não tem segurança
particular, mora em favela, ou na periferia da cidade, por isso não usa carro
blindado e nem tem segurança 24 horas por dia. Nem o pobre nem o da classe
média. O pobre retorna para casa muitas vezes a pé em ruas escuras sem nenhuma
iluminação. Quem está mais sujeito violência o rico, ou o pobre? Quem tem mais
probabilidade de morrer num assalto o rico ou o pobre? Bem, aqui estamos diante
de um problema social, filosófico e teológico bem crucial.
É por isso que os direitos humanos
progrediram de certa forma, projetando aos vitimados com a inclusão política
social dos trabalhadores, das pessoas excluídas do sistema social. Não é por
acaso que universalizar políticas públicas atende, em primeiro lugar, aos mais
pobres. Não é à toa que em todos os países socialistas, sem nenhuma exceção, as
leis contra o crime são bem mais severas.
Vou pegar um gancho de Karl Marx, com
relação “povo e religião”, algo bem contextualizado, embora existam várias
interpretações a cerca desses assuntos. Portanto, a sua interpretação, é menos
comum, considera que a religião age como entorpecente porque, no dizer de Marx,
mitigaria, ou seja, tem resolvido o sofrimento do homem.
Diante de toda essa problemática do
século XXI, a igreja deve fazer o seu papel, de cumprir missão, evangelizando,
abrindo novas igrejas, com pessoas preparadas para cumprir o ide de Jesus e
anunciando Cristo e anunciando a salvação eterna, apontando novas pistas para
que possamos viver a paz de “Shalom”.
Adalberto Alves de Souza é: 1ºSargento da Polícia Militar do Estado de Rondônia, Teólogo
Pela Universidade Metodista do Estado de São Paulo, Filosofo Licenciado Pelo
Centro Universitário Claretiano de Porto Velho – RO e Pós-Graduando em Decência
do Ensino Superior Pela FAP – Faculdade de Pimenta Bueno – RO.
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