quarta-feira, 30 de maio de 2012


Teólogo fala de ética na Câmara dos Deputados.

"O teólogo suíço citou, o que considera a regra de ouro: "não faça com os outros o que não quer que façam com você". O teólogo suíço Hans Küng, que participou de audiência na Câmara dos Deputados, dia 25/10, disse ter ouvido de alguém que não deveria falar de moral em Brasília, mas ressaltou: "Penso exatamente o contrário: é aqui no Parlamento que se deve abordar esse assunto, pois a credibilidade da democracia depende da credibilidade de seus representantes".
Segundo ele, isso vale "inclusive para a maior democracia do mundo (os EUA), que neste momento não goza de grande credibilidade, já que seu maior representante mente". "Ainda bem que existe outra América, e não apenas a de George W. Bush" completou.

Küng, que ficou conhecido a partir de sua participação no Concílio Vaticano II, e lançou em 1990 o Projeto de Ética Mundial, é ligado ao InterAction Council, entidade fundada em 1983, que produziu, em 1997 a "Declaração Universal dos Deveres do Homem". Durante sua palestra na Câmara, o teólogo suíço citou, entre os princípios da declaração, o que considera a regra de ouro: "não faça com os outros o que não quer que façam com você". E listou os outros mais importantes: "não matar" (aí incluídos os maus-tratos e a tortura); "não roubar" ("valendo inclusive para as grandes corporações, como Wall Street", disse Küng); "não abusar da sexualidade" (sobretudo no respeito à igualdade de direito entre os sexos); e "não mentir".

Quando a este último, o teólogo afirmou que alguns teóricos, como o ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, defendem uma moral diferente para cidadãos comuns e para os políticos. "É uma lógica maquiavélica, e vimos a conseqüência nefasta desse pensamento na política dos Estados Unidos para o Chile e para o Laos (nos anos 70)", criticou Hans Küng.

Questionado por um jesuíta sobre a ética nas pequenas ações cotidianas, o teólogo disse que esse caminho é fundamental. "Mas a presença dos princípios éticos no dia a dia só é possível por meio da educação e da família", acrescentou.
Em relação ao aborto, afirmou que a melhor maneira de evitá-lo é apoiar métodos contraceptivos. "É uma contradição imensa ser contra o aborto e ao mesmo tempo contra esses métodos", afirmou, numa crítica direta à Igreja Católica.

O teólogo falou também sobre paz entre religiões e resumiu em três frases suas posições a respeito de uma ética mundial: "Não há paz entre as nações sem paz entre as religiões"; "Não há paz entre as religiões sem diálogo e cooperação entre as culturas"; e "Não há sobrevivência para o nosso planeta sem uma ética global".

A audiência pública contou com a participação de dezenas de deputados, religiosos católicos, professores e militantes de direitos humanos. O encontro foi promovido pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Da Agência Soma.

Fonte: News CFT . www. Conselho Federal de Teólogos do Brasil.


sábado, 26 de maio de 2012


A RELIGIÃO NO ESPAÇO PÚBLICO: QUEM CRÊ EM CRISTO, DIZ SIM Á VIDA? AS IGREJAS E O DESARMAMENTO. AS IGREJAS NA CAMPANHA DO REFERENDO: O “Sim” Organizado, O “Não” Privatizado.

Foi de suma importância à participação das igrejas Brasileira na campanha do Desarmamento e no Referendo, esse ato deve ser visto com perspectiva de grande esperança para a construção da paz no Brasil. Temos percebido que as igrejas, de certa forma tem se envolvido em projetos sociais e em manifestações públicas, não só no Rio de Janeiro, mas também em outras partes do Território Nacional. Portanto, vejo que as igrejas se comportaram de maneira exemplar atuando no espaço público, exercendo seu papel de cidadania na vida da sociedade. A igreja tem um excelentíssimo papel no campo social, como também na condução das pessoas a uma esperança de vida eterna.

No entanto, a campanha promovida pelo Governo Brasileiro, deveria primeiramente antes de tudo, fechar as fronteiras com os nossos vizinhos de língua espanhola. Na tentativa de proteger a soberania nacional e impor respeito ao mundo do crime organizado. O governo deveria criar batalhões de fronteira, para policiar as nossas fronteiras de risco, desarmando os bandidos e efetuando prisões destes grupos que tem desafiado a lei. Todavia, o crime organizado tem sido de certa forma, bem mais organizados do que as Forças Policiais. O estado deve equipar suas policias, com treinamento mais eficaz, para que possam sufocar o crime organizado, dando um pouco de paz a nossa sociedade tão sofrida. Sabe-se que os traficantes de drogas e os contrabandistas de armas de fogo têm desafiado as policias Brasileira, tornando-se um poder paralelo e, às vezes bem maior que as próprias Forças Policiais.

O Governo Brasileiro juntamente com os meios de comunicações lutou de todas as formas, no convencimento da sociedade brasileira para que o comércio e o porte de arma de fogo no Brasil realmente fossem abolidos. Para que possamos responder a essas indagações é necessário perguntar: se alguém viu algum bandido comprando arma de fogo em lojas autorizadas e depois registrando na Policia Federal, mostrando sua identidade, comprovante de endereço, emprego fixo, e o motivo pelo qual está adquirindo a tal arma? Portanto, toda a campanha do desarmamento, pregada pelo o governo e os meios de comunicações de massas em grandes publicidades, foi de suma importância, o sim foi à voz dos, que pregavam a paz e amor. Enquanto os criminosos por trás dos bastidores estavam roubando, matando, sequestrando, estuprando e fazendo maldades e o cidadão ficava cada vez mais preso na sua prisão particular cercada de grades, ou seja, sua própria casa. E hoje alguma coisa mudou?

1. Você se sente mais seguro sabendo que o cidadão de bem não está mais armado, que se tornou uma presa fácil, ou seja, uma porta aberta para os criminosos?

2. Você acredita que a segurança pública dos Estados está equipada para lhe dar total 
segurança que determina a Constituição Federal, a toda sociedade?
3. Você tem condições de contratar e pagar uma empresa de segurança privada para garantir a sua segurança, e de seus familiares vinte e quatro horas por dia?
4. Você tem condição financeira de blindar seu carro? Se você não tem, sinto muito, pois as autoridades constituídas e os poderosos têm seus carros blindados e seguranças particulares.

5. Hoje, o estatuto do desarmamento estar em vigor, você se sente mais seguro, em sua casa, junto de sua família, ou andando pelas ruas e bairros da sua cidade?

6.Você viu algum bandido arrependido entregando uma UZI, uma .40, metralhadora, fuzil M16, bazuca, granada para a campanha do desarmamento? Na verdade você só viu cidadão de bem fazendo isso.
7. Você pensa que: a proibição de vendas de armas de fogo no Brasil, que os
bandidos não vão mais conseguir trazer armas do Paraguai, Bolívia, ou de algum outro País da América do Sul? Você acredita que vai diminuir o contrabando de armas de fogo nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, somos mais que sabedores que as nossas fronteiras são vulneráveis, não existem policiamento de fronteira, ficando aberto e livre para os traficantes de drogas e de armas de fogos contrabandearem de lá para cá?

Gostaria de afirmar diante dos fatos abordados, o pobre não mora em condomínio fechado, não tem segurança particular, mora em favela, ou na periferia da cidade, por isso não usa carro blindado e nem tem segurança 24 horas por dia. Nem o pobre nem o da classe média. O pobre retorna para casa muitas vezes a pé em ruas escuras sem nenhuma iluminação. Quem está mais sujeito violência o rico, ou o pobre? Quem tem mais probabilidade de morrer num assalto o rico ou o pobre? Bem, aqui estamos diante de um problema social, filosófico e teológico bem crucial.

É por isso que os direitos humanos progrediram de certa forma, projetando aos vitimados com a inclusão política social dos trabalhadores, das pessoas excluídas do sistema social. Não é por acaso que universalizar políticas públicas atende, em primeiro lugar, aos mais pobres. Não é à toa que em todos os países socialistas, sem nenhuma exceção, as leis contra o crime são bem mais severas.
Vou pegar um gancho de Karl Marx, com relação “povo e religião”, algo bem contextualizado, embora existam várias interpretações a cerca desses assuntos. Portanto, a sua interpretação, é menos comum, considera que a religião age como entorpecente porque, no dizer de Marx, mitigaria, ou seja, tem resolvido o sofrimento do homem.

Diante de toda essa problemática do século XXI, a igreja deve fazer o seu papel, de cumprir missão, evangelizando, abrindo novas igrejas, com pessoas preparadas para cumprir o ide de Jesus e anunciando Cristo e anunciando a salvação eterna, apontando novas pistas para que possamos viver a paz de “Shalom”.

Adalberto Alves de Souza é: 1ºSargento da Polícia Militar do Estado de Rondônia, Teólogo Pela Universidade Metodista do Estado de São Paulo, Filosofo Licenciado Pelo Centro Universitário Claretiano de Porto Velho – RO e Pós-Graduando em Decência do Ensino Superior Pela FAP – Faculdade de Pimenta Bueno – RO.