quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Repassando para vosso conhecimento e reflexão . . .
Segue texto de autoria do comandante do 10º BPM expressando a revolta quanto à impunidade e a leniência da legislação brasileira. Trata-se de um relato de uma situação ocorrida na última sexta-feira,02,  e que expressa como a impunidade impera e torna os cidadãos de bem reféns. 
CRONOLOGIA DA IMPUNIDADE 
Por vezes os órgãos de segurança pública são criticados por não atenderem as expectativas da sociedade. Não raro nestas ocasiões, as críticas mais contundentes são direcionadas a Polícia Militar, por ser ela o elo mais visível da segurança pública. Somos a maior instituição, a mais visível e a mais próxima do cidadão.
Por estarmos mais próximos do cidadão, e por sermos policiais militares em tempo integral, não nos furtamos em agir, mesmo estando de folga, acompanhados por familiares, por vezes.
No entanto, em nosso país, em nosso estado, em nossa cidade, a impunidade no enfretamento ao crime e ao criminoso impõe a nós policiais e a todos os cidadãos de bem, derrotas que só servem para cada vez mais acreditarmos que a justiça está carente de civilidade. Falta-lhe atribuir aos maus os rigores da lei.
Feita esta pequena introdução, o leitor poderá entender nossa indignação e nosso desânimo ante o fato ocorrido em Blumenau, no dia 02/Dez/11, o qual bem demonstra o que é a CRONOLOGIA DA IMPUNIDADE.
02/Dez/11, Blumenau, Rua Curt Hering, centro, próximo a Galeria do Rubens;
1000h - Coronel PM Álvaro, Cmt da 7ª Região Policial Militar, em sua hora de folga, desarmado, estava com sua esposa fazendo compras de natal;
O mesmo avista um agente suspeito tentando, com uma chave micha, furtar uma motocicleta CG 125 estacionada;
Neste mesmo momento, o proprietário da referida moto chega e entra em luta corporal com o criminoso, tentando impedir o furto;
O Cel Álvaro, próximo dos fatos, corre em auxílio, e envolve-se na luta, dominando com ajuda da vítima o ladrão;
1020h – Guarnições PM chegam ao local e efetuam a identificação do criminoso e a condução do mesmo até a Central de Polícia Civil;
1100h – Delegado Fábio inicia pessoalmente os procedimentos da lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito;
1400h – É encerrada toda a documentação da prisão em flagrante do criminoso;
1500h – O criminoso é encaminhado até o Presídio Regional de Blumenau;
1530h – O criminoso é recebido no Presídio Regional de Blumenau, onde então é feita toda a documentação para sua inclusão na cadeia;
1700h – O criminoso é encaminhado para o Centro de Triagem, para posterior encaminhamento as celas;
1900h – O Diretor do Presídio recebe Alvará de Soltura do criminoso, relaxando a prisão em flagrante;
2000h – O criminoso é solto pela porta da frente do presídio e volta ao crime;
2000h – A guarnição de serviço e o Coronel Álvaro ainda se encontram de serviço no batalhão em Blumenau.
E quem era este criminoso?
Ele é G.A.C. Jr., 20 anos de idade, morador de um condomínio do Projeto Minha Casa Minha Vida, que abrigou os flagelados da enxurrada de 2008. Tem passagem por porte e uso de drogas, quando obteve o benefício da transação penal, não precisando ficar sequer uma hora detido. É autor de lesões corporais contra morador do antigo abrigo da Rua Capitão Santos, início do bairro Garcia e sequer respondeu a inquérito. É autor de roubo contra adolescente em abril deste ano, respondendo por isto a processo penal. É “suspeito” (para nós policiais, temos a certeza) de ser o autor de cinco roubos contra adolescentes e mulheres, no final da Alameda Rio Branco, nos meses de março e abril deste ano.
Juntamente com um menor de apelido “PIU” e outro criminoso conhecido como “GALDÉRIO”, tem praticado furtos de motocicletas, sendo eles os responsáveis pelo tráfico de droga (crack) no antigo abrigo da Rua Capitão Santos e atualmente em um condomínio voltado para pessoas de baixa renda ou que perderam suas casas devido à enxurrada de novembro de 2008. Os três fazem parte de uma facção criminosa que busca dominar o tráfico de drogas em nossa cidade, bem como impor sua força no interior dos presídios catarinenses. Também são responsáveis por ameaçar de morte a vida de militar do exército, o qual havia impedido que agissem no interior de um clube social, durante uma festa pública.
Onde o mesmo se encontra agora?
SOLTO, ROUBANDO,TRAFICANDO E AMEAÇANDO VIDAS!
E nós policiais e pessoas de bem, o que devemos fazer?
Cabe a nós policiais recomeçar tudo novamente. Investigar, dispender tempo e esforços para mais uma vez prender aquele que já deveria estar preso. Estamos “enxugando o chão com a torneira aberta”.
Cabe a nós cidadãos, não mais aceitarmos a falta de civilidade de nossas leis. Cabe a nós exigirmos que sejamos reconhecidos como pessoas de bem e exigirmos ainda que as pessoas que praticam do mal efetivamente recebam os rigores da lei.
Cláudio Roberto Koglin
Comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar e cidadão catarinense.
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Conto com teu apoio para divulgar essa situação e expressar a revolta dos profissionais da segurança pública e dos cidadãos de bem frente a essas aberrações consentidas pela lei. 
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KARIN Bendheim
Soldado PM - Assessoria de Comunicação
10º Batalhão de Polícia Militar – 10º BPM
 
Rua Almirante Tamandaré, 1501 - Vila Nova - Blumenau - SC.
Cep 89035-000, Fone
(47)3221-7309 10bpmp5aux@pm.sc.gov.br        
Coordenadas Geográficas: 26º54'41.80"S  49º05'20.10"O

SEGURANÇA: por pessoas do bem para o bem das pessoas.
05 de maio de 2011, aniversário 176 anos da PMSC.
Fonte: 10bpmp5aux@pm.sc.gov.br


sábado, 24 de dezembro de 2011


Adalberto Alves de Souza – Pastor Cristão Evangelico, Teólogo Pela Universidade Metodista do Estado de São Paulo – SP - Acadêmico de Filosofia (Licenciatura Plena) Pelo Centro Universitário Claretiano de Porto Velho – RO e Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior – FAP – Faculdade de Pimenta Bueno – RO.

 “LIBERDADE E RESPONSABILIDADE”.

    Qual a relação entre “liberdade” e “responsabilidade”, nos dias atuais? Existe liberdade? Existe responsabilidae? Acredita-se que ter liberdade com responsabilidade se refira a “fazer o que sentir vontade”, mas com consciência de que todos os nossos atos têm suas respectivas conseqüências diante delas. Pode-se agir livremente, mas é bom conhecer seus limites de salvo - guardar aos outros e a si próprio. Em todos os sentidos da palavra, liberdade com responsabilidade, significa conquistar a confiança e ter liberdade, mas pensar sempre antes de tomar qualquer atitude, para que depois não venha se arrepender... Isso é liberdade com responsabilidade!
   
A palavra liberdade é de origem latina (libertas) e significa independência. Etimologicamente, a palavra responsabilidade também vem do latim que significa (respondere) com isso é capaz de se comprometer. Quando o homem escolhe seu caminho na vida no intuito de construir sua história, ele estava em busca de liberdade. Entretanto, a liberdade não é algo que se construa no escuro, dentro de suas limitações e circunstâncias encontradas nessa busca. Para se alcançar essa liberdade tão sonhada pelo o homem é necessário que ele venha lutar e romper com as imposições encontradas no caminho. Para que possamos entender “liberdade” e “responsabilidade”, é necessário primeiramente compreendermos o que significam tais palavras no contexto filosófico.
 Nos dias atuais o conceito de liberdade também pode ser entendido em vários sentidos como, por exemplo: “liberdade física, liberdade civil, liberdade sexual, liberdade política, liberdade de expressão, liberdade religiosa e muita liberdade de escolha, enfim”. Filosoficamente, o exercício de liberdade exige uma reflexão lógica e racional dos homens que buscaram o discernimento e o poder de dizer sim ou não.  A liberdade e a responsabilidade estão atreladas uma na outra, de forma coerente que, a liberdade conduz o homem a ser livre com responsabilidade. No entanto a liberdade e a responsabilidade é a base fundamental na construção de um cidadão livre com responsabilidade, com isso sendo capaz de se tornar um cidadão autônomo. Portanto o homem para exercer a “liberdade com responsabilidade” deve ser livre para pensar o que é bom para ele e para sua comunidade. 

A partir daí ele fará com maior clareza se o seu conhecimento e consciência de sua liberdade se de fato existe. Hoje em dia a mídia e a sociedade colocam “liberdade com responsabilidade” como algo que todo mundo pode fazer o que bem quiser. Com isso acaba trazendo conseqüência que prejudica a verdadeira liberdade que liberta. Por isso o cidadão que tomando consciência da realidade procura agir livremente assumindo suas responsabilidades, viveres e ao mesmo tempo procurando perceber que a liberdade procura apresentar caminhos ou pistas de ações concretas que leva de fato o ser humano a ser livre assumindo os seus deveres sem prejudicar o outro, a natureza, a vida, ou seja, ser livre é lutar por um mundo mais justo, aonde todos tenham voz e vez, assim possam discernir o que é melhor para todos. Liberdade não é vale tudo que cada um faz o que quer, mas ser livre é viver na verdade, na transparência, assumindo suas responsabilidades com ética e cidadania, defendendo sempre a dignidade e a vida.                                                                                                     

      Quando se perde a liberdade? Quem está ou foi privado da liberdade sabe que ela faz tanta falta. As pessoas que estavam livres e de repente perderam a liberdade porque não souberam usar com responsabilidade. Foram presos e passaram a viver em poucos metros quadrados dividindo com vários companheiros uma cela de um presídio ou de uma delegacia. A liberdade é para o homem o que o céu é para a águia e o condor, que se orgulham de voarem com tamanha liberdade. Na história do Mundo, está registrado que foi derramado muito sangue, para se conquistar a tão sonhada liberdade. No Brasil, temos o exemplo de Tiradentes que foi esquartejado para intimidar os seguidores da tão sonhada liberdade libertas quae será tamen (“ Liberdade ainda tardia”). Mas a tão sonhada liberdade raiou no sol da justiça, não alcançando o seu objetivo. Mas essa liberdade ela não conseguiu fazer os seus efeitos, o Brasil praticou uma das maiores escravidão com os negros Africanos de sua história essa escravidão perdurou por mais de três séculos. Os sofrimentos foram de tamanha desumanidade que muitos negros se suicidaram, outros fugiram para o interior do território, onde formaram quilombos (povoamentos). Quilombos dos palmares, o mais famoso deles, chegando a ter mais de 20 mil habitantes.

    No Brasil, essa tão sonhada liberdade ainda não chegou como se espera. Uma grande parte da população, ainda sofre com o analfabetismo, o desemprego, a fome, as doenças, a falta de segurança, falta de moradia com dignidade, falta de perspectiva para uma vida melhor. Tudo isso é proveniente do descaso da nossa sociedade e principalmente dos nossos governantes que não trás uma educação de qualidade e uma justiça social mais justa, isso tem impedido que a “liberdade brilhe no horizonte” (hino da independência). Para nós só nos resta uma aspiração, sonhos e esperanças. A liberdade no Brasil já custou um preço muito alto, muitas cabeças rolaram, como por exemplo: a de zumbi e Tiradentes e de tantos outros anônimos que morreram lutando contra os grilhões da escravidão e de um sistema colonial autoritário essa tão sonhada liberdade foi motivo de trágicas e heróicas batalhas.

    Conclui-se, que a liberdade total não existe, mas também não significa que o homem não tenha liberdade, digamos que é uma liberdade parcialmente condicionada por alguns aspectos, mas que permite ao homem possuir uma margem para exercer livremente as suas atividades. Entende-se que a liberdade é algo que o homem vai conquistando aos poucos. Ao atingir a liberdade ele tem consciência dos seus atos passando por esse processo se torna uma pessoa autônoma. A liberdade também é a capacidade que o homem tem de tomar as suas decisões com racionalidade, consciência e responsabilidade, assumindo os seus atos. O homem, agora como um ser livre, tem autonomia nas suas decisões (desde que dentro de sua liberdade), respeite o direito de  cada pessoa que compõe essa sociedade.

     A partir desse momento o homem tem consciência de que a sua liberdade com responsabilidade termina quando começa a dos outros. Pode-se então entender que apartir dessa consciência possa ser construída uma sociedade mais justa e correta para uma liberdade com responsabilidade. O que é liberdade para você? Veja se seu tipo de liberdade está de acordo com esse pensamento: liberdade é poder ter a capacidade de escolha. Onde não existe escolha, não há liberdade para o exercício da responsabilidade.
Entretanto, todas as decisões que o homem tomar corre o risco de cometer algo acertado ou errado, mas para isso é necessário que ele tenha consciência do que é melhor para que todos possam harmoniosamente viver bem com liberdade e muita responsabilidade. A liberdade é fundamental na vida do ser humano, por causa da busca da liberdade já houve muitas guerras, para se alcançar à liberdade, foi necessário muitas vezes o uso da força. A liberdade é muito importante para todas as pessoas, pois quem não a tem não pode dizer que é feliz, pois não a conhece e nem tão pouco sabe o gosto de ser feliz.  



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Artigos
Terça-feira, 10 de maio de 2011 - 14:43
Caleidoscópio
A POLÍCIA, A MORAL, A ÉTICA E OS POLÍTICOS
Por: IVONETE GOMES
Uma segunda manifestação para anular os efeitos da primeira deixou o questionamento sobre quais resultados práticos conquistaram os policiais militares, além de um jornalista hospitalizado, um promotor público humilhado e uma sociedade antipatizada com uma causa.
http://www.rondoniagora.com/noticias/images/iv_dia_10_05.gifPoliciais sem farda, armados em frente aos batalhões prontos para um confronto com companheiros que não aderiram ao movimento, tiros para o alto, intolerância a opiniões divergentes dentro do grupo e intolerância a opiniões dos civis, que outrora apoiavam a luta da classe por melhores salários, formaram um conjunto de cenas dantescas de total descontrole emocional, de falta de estratégia e de discernimento para separar o joio do trigo.

Perderam os militares que certamente serão punidos pelos excessos e perdeu a sociedade que terá nas ruas profissionais mal remunerados e insatisfeitos. Mas, no caos sempre há lucro para os plantonistas da oportunidade e neste caso os louros são novamente de parte da classe política representativa.

Especialistas na aplicação do conceito de que massa de manobra é gerada a partir do “que se quer ouvir”, parlamentares firmaram compromissos que, à luz do direito, jamais serão honrados. Com a certeza dos gordos salários no bolso ao final de cada mês, utilizaram o movimento dos praças para mandar recados a adversários políticos – ou adversários dos negócios – despejaram fúria que não se vê em sessões plenárias e fizeram incitações sem  mea culpa que lhes cabia.
O senador Valdir Raupp (PMDB) e o deputado Mauro Nazif (PSB) prometeram projeto de anistia que certamente será barrado na primeira análise das comissões de Constituição e Justiça do Congresso. Passada a euforia, ambos ainda podem ter sucesso, mas com a solicitação de mudança do Código Penal Militar, elaborado em 1969 e tido atualmente como herança do regime ditatorial, uma mancha na história brasileira.

Igual correção não cabe ao presidente da Assembléia Legislativa, Valter Araújo (PTB), que enviou textos à imprensa vangloriando-se de ser uma espécie de salvador da pátria. Resta saber salvador de quê, já que a categoria não conquistou pleitos além dos reajustes garantidos na primeira paralisação.

Uma leitura dos acontecimentos que acabaram por entrelaçar polícia e política nos remete a análise da expressão célere de Maquiavel extraída da obra O Príncipe (1513): “os fins justificam os meios”.  Colocada no contexto atual, a expressão pode ser utilizada de forma errada quando não há diferenciação de moral, política e ética.

Começo a distinção a partir de comentário enviado por internauta e participante assídua do Rondoniagora, Ana Silvia, compartilhando a opinião do colega de farda Marcos Teixeira:

- “Para alguns muitos ignorantes, a policia militar é sinônimo de força e moralidade”.

Vê-se aí o conceito de moral, que embora lançado de forma equivocada traz à tona o pensamento de quem faz parte da corporação, pois bem dizia o filósofo Vásquez (1969), moral é  "um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente (costumes), que regulam o comportamento individual dos homens". Frise-se o conceito de IN-DI-VI-DU-A-LI-DA-DE, inerente a todo ser humano seja ele policial, jornalista, professor ou médico. Todos nutrem em si o desejo de dignidade e uma vida melhor. Paralelo caminha a ética, que nada mais é que o conjunto de regras de aplicação da moral, assim como a hermenêutica é para a interpretação.

Por último temos a política que deveria seguir com moral e ética para alcançar a coletividade. Para Antônio Ozaí da Silva,  doutor em sociologia, “o ‘realismo político’, ou seja, a busca de resultados a qualquer preço, subtrai os atos políticos à qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.” Na obra Ética na Política? o sociólogo e professor também avalia que “embora a moral se manifeste pelo comportamento do indivíduo, ela expressa uma exigência da sociedade”.

Trocando em miúdos, entende-se que a classe policial militar merece maior valorização e que vive a terrível angustia de não ter amparo, inclusive legal, nas reivindicações. Mas neste movimento paredista sobrou moral e faltou ética. Infelizmente, neste caso Maquiavel estaria errado, porque os meios não justificaram os fins.

Concluo a Caleidoscópio extraindo mais um trecho da magnífica obra de Ozaí:

“...Aliás, determinados casos políticos onde se alardeia a exigência da ética, nada tem a ver com esta: são, em suma, meros casos de polícia.”


Opinião do internauta policial militar
Caros internautas, abro espaço na coluna para a opinião de um policial militar.

A Polícia Militar é uma das várias instituições que o estado governa, porém...
... para ser um policial é preciso saber que você deverá renunciar à sua família, à amigos e, por muitas vezes ao seus próprios companheiros de farda, esquecendo-se de você mesmo, renunciando dos seus próprios sonhos.
Para ser um policial militar é preciso entender que, durante 30 anos de serviço ativo você poderá nem sequer chegar a completar o 1º ano. Que para os 29 anos restantes, seus familiares certamente o homenagearão pelo seu dever cumprido enquanto esteve vivo, porém, aos seus companheiros de farda será tratado para muitos como uma lembrança de um bom companheiro e como um excelente policial. Para outros, será rapidamente esquecido ou terá o seu nome lembrado em cursos de formação policial como um exemplo a não ser seguido, como não cometer certos erros que o levem à morte. O pior é ser usado como motivo de desabafo por pessoas que dizem: “burro, imbecil, tem é que morrer mesmo, quem mandou ser policial”, sendo estas pessoas que, ao se depararem com algum perigo, ao simples três toques de teclado de telefone (190) chamam a Polícia Militar e fogem do local sem sequer servir como testemunhas dos fatos, de suas próprias ocorrências.
Quando o Estado, seja ele qual for, lança um edital de concurso público para policial militar, uma grande parcela da sociedade “corre contra o tempo”, no intuito de se preparar para o concurso lançado, em busca de um salário mensal, em busca de uma aposentadoria.
Para quem não tem nada certo, para quem está precisando de um emprego no governo, parece ser a profissão ideal, no entanto, após alguns anos de serviço o policial percebe que seu salário pode melhorar, pois em suas folgas tem que responder a processos disciplinar, abuso, tortura, entre outras acusações. Esses são os casos mais comuns quando o policial, por algum motivo, erra em um procedimento durante uma ocorrência. Uma ocorrência mal sucedida pode fazer com que o policial ao 30º ano de serviço, venha a “perder” sua farda, venha a ser excluído da Polícia Miliar, não servindo de nada os excelentes anos anteriores de prestação de serviço à sociedade como um todo.
Já a aposentadoria, este é um sonho distante. Quando comparamos um administrador de qualquer setor do governo ao policial militar, é percebido que os policiais militares são “guerreiros”, pois enquanto qualquer da sociedade corre no sentido contrário a uma confusão, o policial corre ao encontro dela.
É fato, qualquer um que “vista essa farda” tem que entender que é uma profissão contínua, ou seja, nunca deixará de ser policial militar, nem depois de aposentado. Uma profissão que te deixa de serviço 24 horas por dia, mesmo no conforto do lar. Por isso, muitos morrem em defesa de outros, tomando atitudes isoladas, como um piloto automático adquirido aos longos anos de profissão.
É fato também que, tendo em vista o grande perigo que corre todos os dias, o policial é sabedor que ao partir de casa para o trabalho, ele pode simplesmente não mais voltar com vida para a família que o espera.
 Em verdade eu vos digo, é muito fácil criticar qualquer ato de policiais, o difícil é saber o que ele passa na rua, em defesa de pessoas que não o conhecem, em defesa de pessoas que o criticam diuturnamente, em defesa de pessoas que já investiram contra eles mesmos.
Aos poucos, os policiais militares vão se descobrindo na profissão, uns saem assim que podem, por perceberem que não era o que imaginavam, outros decidem ficar por amor à profissão, pois eu vos pergunto: há prova de amor maior do que você entregar sua própria vida em troca de outra que você nem conhece? Pensem bem!
Será que é exagero querer um conforto melhor para a família que o espera com vida. Se os policiais defendem a quem não conhecem, e somos gratos por isso, por nossa segurança, porque eles não podem ter o reconhecimento em forma de conforto para sua família.
Bem, cabe ressaltar, 190 é o telefone da Polícia Militar, pronta para ser vir e proteger, independente de quem seja o solicitante.
À polícia militar, meus parabéns pelos serviços prestados à sociedade, de forma geral, vocês também são vistos por Deus.
Não estou fazendo apologia a nada que crie ou gere intrigas e discursões entre a polícia militar e sociedade, mas sim, quero apenas abrir os olhos de quem não consegue enxergar o que fazemos por todos aqueles que nos solicitam.
Autor: SD PM SISLEY (Extrema-RO)
 Fonte: Ivonete Gomes
Autor: Ivonete Gomes.
Fonte:www.rondoniagora.com.br.

sábado, 23 de abril de 2011


GLOBALIZAÇÃO E O IMPACTO SOBRE A FÉ.

Adalberto Alves de Souza: Evangelista, Teólogo Pela Universidade Metodista de São Paulo - SP – Filosofo Pelo Centro Universitário Claretiano de Porto Velho – RO. Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior Pela (FAP) Faculdade de Pimenta Bueno – RO.

Globalização de ontem e de hoje, está sempre presente no nosso dia a dia, no entanto essa expressão é de certa forma bem antiga e está atrelada em duas palavras, na atualidade. “As raízes no alvorecer da cultura da razão e da palavra e a outra que faz devoradora da explosão da tecnologia da comunicação”.
A globalização é um processo econômico, parceiro do capitalismo, que visa à expansão dos mercados internacionais e da relação entre os países. É caracterizado, por um grande avanço tecnológico principalmente nas áreas de telemática e informática, o que propicia maior velocidade na difusão de informações e na comunicação.É também caracterizada por eliminar fronteiras, tanto comerciais, quanto culturais,e por isso, é assunto de controvérsias. A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na época dos “Descobrimentos” e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do Pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica. Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas européias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias européias.

O Pe. J. B. Líbanio é um grande teólogo no cenário do mundo teológico que se utiliza do avanço da globalização para introduzir e discernir, de certo modo nesse contexto que ele tem muita experiência e conhece toda a sua historiografia: a fé. Pe. Líbanio tem larga experiência sobre o assunto e permeia com muita facilidade na compreensão do processo de globalização, dos resultados e conseqüências do campo da fé, ontem e hoje. O contexto da fé, segundo Libanio, é bem antigo, que os seus desdobramentos antecedem em muito a experiência do cristianismo, como também: ao budismo e aos procedimentos filosóficos gregos.
Entretanto, ele se reporta para as culturas do oriente médio e do ocidente que Libânio procura os registros dos argumentos que ele usa para seguir uma luz na trilha na linha histórica da fé. O desenvolvimento e a experiência espiritual do ser humano estavam no dia a dia daquelas culturas, tanto no contexto do oriente através das práticas públicas e também dos ensinamentos de Confúcio, Lao-tsé ou Buda, e também na realidade do mundo grego, por meio dos filosóficos como: Parmênides, Heráclito e Platão. 

Em sua opinião, naquele tempo era de práxis e bem conhecida a realidade da globalização da mente que produzia atos de fé e era transportada por todo o oriente, os testemunhos da abrangência da crença dentro de um contexto e fé espiritual. No entanto, Seguindo uma histórica do tempo e da fé, Pe. Libânio aponta abrangência do o universalismo da Palavra de Deus, que começava a brotar e passa dar os primeiros passos no médio-oriente. Ele se reporta para os profetas israelenses como: Elias, Isaías e Jeremias, como mensageiro de expansão da fé no único grande Deus (IHAWEH), em quem Israel deposita sua fé. Entretanto, os povos eram alcançados com a mensagem da Palavra de IHAWEH. Nesta caminhada que norteia desde o verotestamentário (VT), até o novo testamento (NT), Libânio comenta acerca do cristianismo que vai crescendo e estendendo seus pilares da globalização e da fé em Cristo Jesus, anunciando o seu nascimento, sua morte e a ressurreição por meio das conquistas do Império Romano por onde passava. 

Portanto, o impacto da globalização sobre a fé cristã, já vem desde os tempos antigos, já era percebido nos tempos do Império Romano. Neste contexto a mensagem de Salvação em Cristo Jesus estava conquistando a vida das pessoas e os testemunhos da nova vida que a fé em Cristo Jesus ia gerando no mundo de sua época. A conquista foi muito grande que no transcorrer dos séculos posteriores, a fé promoveu e trouxe impactos maravilhosos e com resultados de grande valia, tanto no contexto social e espiritual, como também nas bem-aventuranças sobre as nações que iam acreditando e vivenciando a confiança em Cristo Jesus. A mensagem da cruz e a fé cristã estavam totalmente globalizadas e os povos foram sendo alcançados, através da palavra de Deus, como instrumentalização de conquista missionária e de um poder sobrenatural da fé. Todo esse resultando, por exemplo: no contexto de grandes conquistadores como, Portugal e Espanha quando iam conquistando novas terras “descobertas” por suas caravelas. Eles, os “vencedores”, introduziam de goela abaixo uma fé cristã com o uso de violência, porque entendiam, que estavam evangelizando e fazendo o bem para os povos “conquistados”. Dessa forma o novo mundo estava globalizado e cada vez mais cristianizado, fosse pelo o poder das armas, ou outro tipo de instrumentalização de conquista

Portanto, no contexto do mundo capitalista e globalizado, Pe. Libânio faz afirmações acerca da caminhada da fé, que continua conquistando espaço, no campo da cibernética, quântica, ótica, da enternética e do mundo secularizado, que de certa forma tem tentado sufocar o sagrado. A fé cristã está contextualizada em todos os seguimentos da sociedade moderna, alcançando vidas e aquecendo corações humanos, em busca de uma vida melhor. Entretanto, falar de “Globalização e o impacto sobre a fé”, algo inevitável conforme as palavras de Rubem Amorese em Icabode: “da mente de Cristo à consciência moderna”. São Paulo, Abba Press, 1994. “Icabode” é um convite a uma reflexão sobre a modernidade e seus desdobramentos sobre a fé e a missão da igreja. É a grande tarefa que a igreja de Cristo terá que enfrentar, uma vez que a modernidade é uma ameaça à natureza e ao significado da própria igreja. O grande desafio que a igreja tem pela frente é o de conseguir preservar o propósito original da aliança de Deus com o seu povo e o de continuar sendo a autêntica igreja de Cristo.

No continente Europeu, que foi o berço do cristianismo e na América do Norte, a modernidade tornou-se uma força devastadora do cristianismo. Todas as tentativas colocadas em prática com o propósito de atingir a igreja de Cristo nestes dois mil anos, tanto por parte dos imperadores que perseguiram a igreja, bem como diversas correntes heréticas que se levantaram na idade média,  não conseguiram atingi-la tão acintosamente como a modernidade. Por vivermos dias de crescimento da igreja de Cristo no Brasil, não podemos deixar de estarmos vigilantes quanto ao que acontece em torno de nós e em todas as direções. A Bíblia nos diz que: “Há caminho, que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Prov. 16:25). Jesus, afirmou que: “por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mat. 24:12).  E em outro texto, Ele diz: “...Quando porem vir o Filho do homem, porventura achará fé na terra” (Luc. 18:8).

Todas estas colocações parecem estar relacionadas em muito com o advento da modernidade de nossos dias, que traz em seu bojo uma infinidade de propostas que acabam por envolver os mais descuidados, os mais ingênuos, que se tornam presa fácil, por não terem discernimento suficiente para perceber que os valores culturais e religiosos, estão sendo sutilmente influenciados e transformados pela modernidade, e o que é ainda pior, tudo sendo absorvido sem nenhuma resistência. A secularização, o individualismo e a pluralização, são algumas destas novas realidades que tem afetado as relações humanas e religiosas. Nessa abordagem, o autor trata da modernidade com muita propriedade dando grande contribuição para a igreja de Cristo no começo do século XXI. É uma palavra profética porque encontra respaldo ao ser julgada à luz das Escrituras. É uma análise da realidade do mundo, da sociedade e da igreja, da qual todos nós somos participantes. 

O autor nos exorta a refletir sobre tudo aquilo que parece ser simples e que na maioria das vezes não notamos por estarmos pessoalmente envolvidos, mas que na verdade só perceberemos, só rejeitaremos, e só mudaremos  se estivermos pautando a nossa vida à luz do conhecimento da Palavra de Deus. Deste modo, “Icabode” descreve o fenômeno da modernidade, com o propósito de chamar à atenção da igreja para a compreensão e o discernimento de ações e reações que serão necessárias para a grande caminhada que teremos pela frente até chegarmos em definitivo a Canaã. Portanto, devemos estar conscientes da liberdade que Cristo nos outorgou, dizendo com a autoridade e a convicção do apóstolo São Paulo, ao escrever a Igreja em Corintos dizendo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (I Cor. 6:12).

Referência Bibliográfica:

AMORESE, Rubem, Icabode: Da mente de Cristo à consciência moderna. São Paulo, Abba Press, 1994.
A. da Silva Moreira, org., Sociedade global: cultura e religião, Petrópolis, Vozes, 1998.
A.P. Oro e C. A. Steil, Globalização e religião, Petrópolis, Vozes, 1997.
Bíblia de Jerusalém: Nova Edição, Revista e Ampliada. Editora Paulus – 2002 São Paulo – SP, Brasil.


segunda-feira, 18 de abril de 2011


NÃO SE GANHA GUERRAS SEM LUTAS.

Nos tempos antigos, certo general, em meio a uma longa guerra, reuniu seus soldados de elite e disse-lhes: - “Tenho necessidade de um homem entre vós - meus soldados de confiança - para ser enviado em uma missão especial. Provavelmente ele não voltará com vida, no entanto, o meu reino e o destino desta guerra dependerão deste derramamento de sangue.
-Para não vos intimidar e para que não sintais constrangidos em aceitar meu pedido, vou colocar-me de costas por um instante. Que o voluntário dê um passo à frente!
-Ao virar-se novamente para seus comandados, viu-os alinhados. Decepcionado exclamou: - Ninguém se apresentou?! Não haverá entre vós nenhum homem fiel a mim?
- Senhor, na verdade todos nós demos um passo à frente, disse o capitão dos soldados.
Há à nossa frente uma grande missão a ser cumprida. Ela certamente matará nosso conforto, nosso tempo livre, nosso ego, nosso orgulho e os prazeres de nossa alma. A missão é levar aos homens o conhecimento de Deus, Sua salvação e Seu propósito. Quem está disposto a apresentar-se imediatamente a Deus para essa missão?
Um exército inteiro estava sob o comando daquele general. Entretanto, diante de uma decisão tão importante e pessoal, o general virou as costas, pois ele não queria interferir na opção dos seus soldados. Por certo ele se alegrou ao constatar a fidelidade e a disposição dos seus comandados.

Nós também estamos sob o controle de Deus, mas Ele não interfere em nosso livre arbítrio. Escolhemos servi-Lo ou não. Existe um reino a ser conquistado e uma guerra a ser vencida. Muitos são os soldados dispostos a dar “um passo a frente”! Que exército é este que marcha imponente carregando a bandeira da solidariedade?
Esse exército se chama voluntariado. São milhares de voluntários em todas as partes do país e do mundo lutando pela mesma causa: transformar a sociedade em um mundo melhor para se viver, onde não haja preconceitos nem desigualdades sociais.
Impulsionado pela vontade de servir e de demonstrar amor ao próximo, o voluntário é um agente transformador que contribui para melhorar a vida de milhares de pessoas. Devemos reconhecer que o serviço voluntário tem um papel importante na sociedade e orar para que a cada dia mais pessoas se envolvam nesse trabalho, que é também uma questão de cidadania.
“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. (Mateus 9:38.) E que ninguém se esqueça de que todo trabalho é uma oportunidade para apresentar Jesus, seja no mundo ou na Igreja, onde muita gente ainda está carente de Deus. Fonte: “Em Tudo uma Lição, A Base da Vitória”. (Editora Árvore da Vida. Julho 1996.
Transcrito do blogger: http://grupohermom.blogspot.com/2010/04/voluntario-um-passo-frente.html